quarta-feira, março 31, 2004

Bonsai!!!!

Tenho um Bonsai!
É a coisa mais bonita que já comprei com 5 euros, com excepção daquela senhora em Viana do Castelo, mas isso é outra história...
Aceitam-se conselhos, para o bicho não me morrer em duas semanas.
E sim, veio com passarinhos em miniatura e um casal de namorados que fazem muito barulho.


I'm the Man!!!

Ontem fiz 11m:30s nos meus 2,5 km de corrida do costume (metade dos 5km que corro, 3 vezes por semana em Belém, ida e volta). Para comparações, eu há uns meses demorava uma hora para fazer o percurso todo. O treino compensa, embora muito lentamente.
Hoje estava ainda tão contente com o meu tempo que mandei uma sms a um senhor que foi meu Personal Trainer de corrida por pouco mais de um mês a relatar a noticia. YES!!! Who's the man? Who's the mannn???

terça-feira, março 30, 2004

Há uma cidade no mar

Dias há, em que me dá para sonhar assim.
(Há eternidade em tudo, até Universo na Rua dos Douradores)

"Há uma cidade no mar. Prédios ao sabor das vagas, no tépido movimento dos seus cascos brancos. As cordas que me seguram à vida são passadas pelas mãos rugosas do destino, no ruído horrível e cadenciado do seus olhos de sangue. Há uma cidade imensa, sem ruas, no leito daquele oceano feito de margens demasiado distantes uma da outra... ahhhh apetece-me sonhar, ao olhar para o vazio no horizonte. Uma cidade em chamas... no mar... prédios altos, tombados... uns como os outros, oscilando o pêndulo da desgraça maritima sem tempestade, sem socorro possível, abandonados terminalmente à sua sorte de náufragos da minha imaginação doentia. Há tantas coisas onde não há coisa nenhuma, ao menos acordasses do teu sonho lúcido, irmão, ao menos irmã, fugisses do sol que te esvazia a liberdade. Pega nas tuas coisas e corre até ficares sem fôlego e que a tua corrida seja infantil como um sorriso de braços abertos na direcção de quem te ama, não penses nunca em parar. Há tantas coisas, onde não há coisa nenhuma... cidades inteiras, no meio daquele mar furioso, onde está parado o mesmo barco, desafiante, a brilhar. Ao redor, grandes desgraças e o encantamento do fim, de não se poder lutar por mais nada, só olhar. Que pena tenho dos vencedores, de quem nunca se deixou derrotar, como a metrópole que mais ninguém vê e que me ocupa a atenção, parado, sem falar... ela tem a nobreza de ser minha, de mais ninguém, a nobreza de deixar de existir quando eu fechar os olhos. Há tantas coisas... onde não há coisa nenhuma... como te podes sentir pobre, anónimo, desesperado...? Há felicidade até em desistir, em virar as costas à recompensa, irmão da carne, irmã do martirio. Pelas correntes a Sul, desce uma grande estrada sem estar marcada, percorrida por pés que nunca a tocam, que carregam colares e truques de beduinos nos sacos com pó e eles sabem tudo sobre o mundo, leram do Livro da Vida, arrancando as páginas que sabiam a sal. Não sei porque te escrevo tudo isto, quando me doem os olhos. Quando me imagino a tremer ao frio. Só queria que soubesses que há coisas onde não há coisa nenhuma... que... há uma grande... enorme... bela... desconhecida... inacessivel cidade no mar..."

Velhos hábitos...

Elena Privalova, campeã do mundo de traves paralelas, em 1978, cada vez que se espalha em sua casa, mesmo sem ninguém a ver, levanta-se rapidamente e põe os braços no ar, com um sorriso a mostrar todos os dentes cerrados com força.

domingo, março 28, 2004


«Garina... Hum... Deixa-me cá provar essa lógica.»


«Porra, já viste isto? No espaço até o Spock se orienta.»


«Ai ela é isso? Essa lambesgoia alien não há-de ter mais anos-luz de rodagem do que eu...»


«Eu gosto delas é a dormir pá!»


«Ai, ai, ai, torci um pé!!!»

sábado, março 27, 2004



sexta-feira, março 26, 2004

Random

Certas coisas tocam-me e eu sou insensível à maior parte das coisas que tocam os outros.
Certas coisas. Como pessoas que partem e pessoas que vêem sonhos concretizar-se. Posso sentir uma grande indiferença, ás vezes, mas nunca senti inveja e isso deixa-me muito feliz por dentro.
Hoje estou feliz por uma pessoa e triste por outras, por uma em particular.
Se ela estiver a ler, sabe que afinal ela é tudo menos carvão, é uma alma cintilante que irradia energia positiva que deu muito gosto partilhar.
Por onde passei, e já passei por alguns empregos, sempre fiz amigos, mesmo com a minha personalidade dificil, talvez porque insista na sinceridade, o que acaba por compensar.
Posso passar por 100 sitios ao longo de uma vida, mas vale sempre a pena conhecer pessoas novas, feitas de luz por dentro e que não enganam logo à primeira impressão. Há que confiar na intuição, e eu confio sempre na intuição, na primeira verdade.

Se aprendi alguma coisa, foi que:
Odeio a indiferença, o frio.
Amo a amizade, o calor.

("Heaven, heaven is a place, a place where nothing ever happens... " - Heaven, Talking Heads)

quinta-feira, março 25, 2004

Driving

Guia e põe o nosso CD a tocar. Red House Painters.
Anoiteceu e chove enquanto o carro passa pelas luzes da cidade e pelos teus olhos claros. Seguro-te a mão quando a deixas cair, entre cada passagem de mudança. Não sei para onde vamos, mas não quero chegar, quero que conduzas... eternamente.
Sente o vazio em mim.
Conduzindo pela autoestrada, vejo um rio nas margens escuras. Os faróis atravessam a noite, rasgando o tempo. Sei que dormi até hoje, sem saber onde estava, num quarto pobre, com a mesma roupa e sem um nome.
Põe o nosso CD... sente o carro sem barulho a deslizar pela chuva...
Sente o vazio em mim...
Faz amor comigo...
As luzes vermelhas cruzam a noite. Queres-me guiar mais uma vez a casa...
Tudo é tranquilo no nosso encontro.

Ela nunca soube o que era o amor. Morreu-lhe a vida, quando era jovem.
Dá-me a tua mão, segue sempre, sem perguntar para onde vamos. O anil da noite de tempestade protege os nossos olhos do futuro, de termos de recordar que um dia não estaremos juntos.
Conduz-me pela noite, sempre pela noite. Deixa que eu me perca no cheiro de ti, que te perca de olhos fechados, que te encontre de olhos fechados...

És tão forte.
Porque me deixaste assim, tomar conta de ti...

A noite traz a praia-oceano.

Por uma noite, tudo vai ficar bem.



quarta-feira, março 24, 2004

Há lágrimas no mar

Há lágrimas no mar, felicidade em algas perdidas nas correntes.
Hoje vi um barco no meio do rio, com o casco descoberto, quase parecia parado no espaço sem profundidade, como se o estivessem a reparar numa doca seca que não se via, no leito escuro e lodoso que não o sentia assim...
Porque tenho de sonhar sempre, porque não posso só olhar....? Porque tem sempre de haver em mim a inevitabilidade do sonho e da imaginação? Nunca me basto com o sim, mesmo que seja tudo o que diga e os meus sorrisos sempre distantes escondem mundos sobre mundos de coisas feitas num segundo só para o meu divertimento.
Aquele barco está parado, só parado mais nada.
Ou aquele barco arrependeu-se da viagem, fincou o casco no fundo, prendeu a âncora à rocha da sua revolta e estancou as hélices como se estancasse a ferida que lhe consumia o coração. Deixou de querer carregar homens ou sequer de gostar do mar, começou a desejar ser ave ou animal terrestre, como nós ás vezes sonhamos voar. Cansou-se simplesmente e vazou o combustível como desculpa de tédio absoluto da sua rotina de contentores e cais sujos e cinzentos...



Escândalo de pedofilia rebenta no Sequim de Ouro

Rebentou um escândalo no famoso espectáculo de canções de pequenas crianças, o Sequim de Ouro. Segundo declarações no Corriere de la Sera, Antonio Pugliano um pequeno cantor de 8 anos abusou sexualmente de uma rapariga de 2, numa casa de banho do Teatro dell'Antoniano em Bolonha. O mesmo jornal italiano refere que o rapaz "teve uma postura arrogante, armado em estrela" tendo "insinuado ostensivamente, pegando na chucha da mesma e dizendo chupa aqui, que queria os seus favores sexuais", ignorando o choro compulsivo desta, que chamava pela mãe.

Know your own place, like the obedient little dog you are. No steel and no blame are ever the same. Rethink, come again to see what you might want. Stand still and claim the will to stay. Things are never the same, again and again. Know your own place, don't desire much else, then to belong to yourself, afraid, your own state, your own place. Once a year you can travel broke to the land of swollen fingers and knots in trees, just here you can't please, you can't be yourself. One more time, one more regret, although never the same, your own, your blame, is not your own. Forget about Jesus, caves of old, and be kind to those you hold, forget the rest, forget response or mind of blind and take the hand that fills your sign. You're not your own, just take your place, and behave, and nothing else, you're not your own. Outside the snow falls down so slow, I feel the need, the absurd need to be alone, alone once more, I'm not my own. Betrayal's close as never before in my words, threat in unspoken tongues, disguised, unfold. If you come here, you just won't forget and things will never be the same, logic, train, speed, unleashed, and soul, and soul. Am I making sense to you? The sense of madness hood, head on the glass, eyes closed so hard, and rhythm scares the doubts away. Just like a song, forbidden lullaby, a soldier gazing the home sky above. Am I so bold? Am I so bold? Am I so wrong? To be in pain, so much alone. I'm not alone, and not so bold, just crazed mistake, a will unseen, that drives itself, that knows no fear, that can't be stopped, only by death itself not by herself. I'm not so wrong. I'm not alone. I'm just too proud, too selfish to see what can't be told. Leave me alone or feel yourself like my own. Know your place. Know your own.

terça-feira, março 23, 2004

Know your own place, like the obedient little dog you are.

segunda-feira, março 22, 2004

Sedna

Descobriram um novo planeta (planetóide dizem os cientistas, mas eles também andam de bata branca e gostam de comer queijo, por isso eles sabem lá o que dizem) a que chamaram Sedna. Sedna, antiga divindade das águas... o que é apropriado a um planeta longe como a porra e provavelmente seco como a porra, assim tipo uma herdade no alentejo, daquelas mais pobrezinhas, sem cavalos ou Range Rovers.
"O que é que eu tenho a ver com isto?", perguntam vocês. Er... bem, nada. Aqui há uns séculos isto era uma grande noticia pá. Um planeta novo, ena! Vamos roubar umas aldeias, matar uns vitelos ou beber uns copos ali ao bar Vitelo Bêbado. Mas hoje? Já não sei o que entusiasma esta gente agora pá. "Planeta novo... ah... mas já ouviste que o Principe Bernardo da Venezuela vai casar com a Duquesa Alexandrina do Botswana e parece que ela é uma grande galdéria". Tá bem que a Alexandrina é uma grande galdéria e uma vergonha para a sua tribo, mas um planeta novo, hum, parece bem. Não? Realmente, aquilo da Alexandrina parece impossível. O Bernardo foi levado é por aquele corpinho de africana, é o que é. O mesmo corpinho que já esteve debaixo de 12 guarda costas e da equipa de futebol do Botswana, sub 21. Depois vem a fazer choradinho para as revistas, que está arrependida e mais não sei o quê. Tretas pa, Bernardo abre os olhos e acorda prá vida pá! A gaja quer é o teu dinheiro. A tribo dela são uns pés rapados, queriam dar uma festa para a miúda e tiveram de ir ao Jumbo comprar carne, que já nem vacas têm, está tudo penhorado. E Bernardo, vê-te ao espelho meu, com um nariz desses e a cara de parvo que tens, só a tua mãe pode gostar de ti pá.
Ah e o Sedna fica muito longe de Plutão e tem uma orbita eliptica extravagante, só para quem queira saber.

sábado, março 20, 2004

Amo os gatos

.:.:.: pós de perelimpimpim :..::.:…..:.:::::..::.:

Um gato passeia pelo beiral logo depois da chuva
Rabo insinuante em serpente
Roçando-se contra a humidade insconstante
No ronronar felino sem mexer os bigodes

Amo os gatos
Perelimpimpim
Os gatos

Um gato passeia no beiral
Cuidado!
Cuidado!
O seu corpo fino, delgado, jinga como uma prostituta pelas telhas e pelas calhas
Como se não houvesse tempo entre as refeições
Como se não houvesse vida no intersticio das sestas

Amo os gatos
Perelimpimpim
Eles nunca dormem verdadeiramente,
A não ser no colo de quem confiam até a vida e a morte
Pim.

É engraçado e sedutor,
Perigoso acreditar que se vê mais do que o movimento
Que se percebe mais do que a forma que foge num salto, num rasgo de sombra
O gato procura os lados e as arestas,
Mas roça-se na base, de baixo para cima, polindo, refinando, sempre tentanto a perfeição.
Ele mata por ti, ele caça por ti, traz a teus pés o rato desgraçado que nasceu para servir de troféu, o pássaro manco que caiu do ninho depois de lutar tanto para sair da casca.

Amo os gatos
Simplesmente
Pim.

Silêncio
Sabem estar calados a olhar
Há nisso uma nobreza sem igual
Porque
Quem deixa de pensar
Deixa de ser animal

Simplesmente
Deixa
De ser animal
Para ser eterno
Como os deuses
Uma lágrima doce
Na chuva quente
Um sorriso
Na tragédia de estarmos perdidos no escuro.

Os gatos
Os gatos
Os gatos

Perelimpimpim
Pimpim.
Pim.




sexta-feira, março 19, 2004

Vacina contra a diarreia dá bons resultados mas...

"Uma nova vacina está a ter bons resultados no combate da bactéria Escherichia coli, causa mais comum da diarreia nos viajantes. Os primeiros testes revelaram uma resposta imunitária positiva nos 36 voluntários. Apesar disso, os investigadores no Hospital de St. George em Londres avisam que a vacina só estará disponivel dentro de 5 anos. Para Sir Bernard Behrens, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres a vacina pode revelar-se de uma importância crucial, lamentando só este eminente catedrático que a aplicação da mesma tenha de ser anal".

Vou pá montanha!

Eu: "São umas 6 horas a andar... só levo uma sandes na mochila"
Mãe: "Leva uns calções, que deve estar calor"
Eu: "Calções? Se calhar levo aqueles pequenos de correr, para vir com as pernas todas em sangue"

quinta-feira, março 18, 2004

Soy un perdedor...

Parece-me útil à nossa pequena comunidade o seguinte teste: "Get a life" ou "Arranja uma vida".
Assim, peguem em canetas e apontem as pontuações, para no fim ver o que dá.

1. O teu melhor amigo é:
a) um velho conhecimento da Primária
b) o velho dos jornais do quiosque da esquina e ele não sabe
c) aquele tipo que costumas seguir aos fins de semana e nem sabes onde mora

2. Se ouvires dizer que o Mulder (Scully para os meninos) vem ao teu bairro:
a) perguntas com ar paternalista quem é o Muller e a Shuli
b) tens um ataque de asma e em pânico despejas as gavetas em busca dos episódios gravados em VHS
c) Levantas a camisa e mostras orgulhosamente a tua tatuagem, feita com um garfo, que diz: The trute is out there, sem te aperceberes do erro na palavra trute.

3. A tua noite de sonho é:
a) ir jantar com um/uma modelo, e acordar a seu lado depois de uma noite de intenso romance
b) ir jantar com o Darth Vader e acordar ao lado do Chewbacca
c) ir á loja de selos e discutir a subjectividade do selo de 40 centimos da Nova Zelândia estar sobrevalorizado

4. Se te derem 100 euros para gastar:
a) vais comprar um perfume e uma camisa de marca
b) poes debaixo da cama para que os aliens não os apanhem
c) ficas a cheirar as notas até te sentires mal e depois poes debaixo da cama para os aliens não as apanharem

5. Que presente davas à tua namorada/namorado:
a) um ramo de flores
b) os teus óculos colados com fita cola e uma caneta de feltro
c) o que é uma namorada?

Pontuações:
cada a) 10 pontos; cada b) 5 pontos; cada c) 1 ponto

Se tiveste:
50 pontos: és aldrabão, porque alguém assim não estava a ler um blog e a fazer um teste destes.
26 a 49 pontos: tens uma vida, mas é uma vida triste e miserável, dando azo a bocas foleiras de colegas de trabalho e amigos, que além do mais não te respeitam e querem que tu morras nas tuas costas.
25 pontos: não tens uma vida mas também não te interessa muito, estás bem contigo mesmo na tua existência e aliens teriam dificuldade em identificar-te com uma forma de vida biológica, tal as tuas inaptidões sociais.
menos de 25 pontos: precisas de ajuda e daquela psiquiátrica ou então de arranjares um sitio onde a tua "personalidade especial" seja apreciada, como uma agência de publicidade ou a Direcção Geral da Inspeçcão do Peixe Espada.

quarta-feira, março 17, 2004

Ali Assan & Filhos Demolições

*Atenção, este post pode conter coisas (ai que frase mal construida) consideradas ofensivas em relação ao Muçulmanos, os muçulmas. O autor não pretendeu ofender ninguém premeditadamente embora o faça conscientemente. Estes avisos são inúteis, nem sei porque me dou ao trabalho, mas era mesmo só para começar isto. Pronto, já estão avisados. Tirem os muçulmas todos da sala e aqui vamos nós.

Depois do plano de paz no médio Oriente do Presidente John Kerry ter acabado com o terrorismo israelita e palestiniano, centenas de muçulmanos ficaram desempregados. Falamos dessa esquecida e por vezes menosprezada classe dos homens bomba.
Ali Assan pegou no dinheiro que o governo lhe deu para mudar de vida e fundou uma empresa com os putos dele.

Ali: "Olha lá Mohamed, onde pensas que vais com esse dinamite à cintura?"
Filho #1: "Eu sou o Ali Jr. O Mohamed morreu na Jihad"
Ali: "Não desconverses, responde!"
Filho #2: "É força do hábito pai, deixe lá o rapaz"
Ali: "Quem és tu?"
Filho #2: "Eu sou o Jafra pai, não me conhece?"
Ali: "Jafra... Jafra... não tou a ver. Pera lá, o Jafra morreu na Jihad!"
Filho #2: "Isso foi o Mohamed"
Filho #3: "O Mohamed não foi o que fugiu com aquele soldado Israelita?"
Filho #4: "Não isso foi o Kahn, até levou o edredon e tudo com ele, mariconço"
Ali: "Eu não tenho filhos maricas, o Mohamed morreu na Jihad e pronto"
Filha: "Isso é mascarar a verdade histórica e ..."
Ali: "Eh, pá cozinha já! E esse véu para baixo até aos joelhos, ai a porra! E vocês todos pá Bedford"
Filho #5: "Está na hora das orações pai!"
Ali: "Oram na parte de trás da Bedford. Estamos atrasados para a obra"

E lá foram todos, Ali e os filhos a rezarem na parte de trás da Bedford, saudoso veiculo de transporte com os seus faróis salientes e jantes largas. Até que finalmente chegaram à obra, todos á rasca dos joelhos e com os tapetes meio rotos.

Empresário: "Ora até que enfim pá. Já percebi porque nunca avisavam dos ataques bomba, não devem ter relógios..."
Ali: "Sim, sim, usámos os relógios todos nas bombas, blah, blah, blah... essa já está muito gasta. Mohamed o que estás a fazer, estás a puxar o fio das calças ainda te sufocas pá"
Filho #2: "Ele está a tentar rebentar o dinamite, força do hábito"
Empresário: (a rir) "Eh pá, vocês só pelo divertimento valem o dinheiro. Mas o prédio está ali"
Ali: "É aquele de 6 andares? Isso é que é um problema..."
Empresário: "Então? Quer mais dinheiro?"
Ali: "Não, não, combinado é combinado. É que só trouxe 5 filhos e fazemos sempre a coisa bem feita. Um em cada andar..."
Empresário: "Então e agora?"
Ali: "Mohamed, anda cá"
Filho #5: "Sim pai..."
Ali: "Se não te importares, vais para o 6º andar, rebentas-te só metade e corres como puderes, ou ao pé cochinho para o 5º que é para isto ficar bem feito.
Filho #5: "No problem"
Empresário: "Assim é bonito. Já não há respeito como antigamente, muito raro isto"
Ali: "O meu Mohamed é o meu orgulho. Só não foi para a tropa porque era desperdiçá-lo, tive de o manter na empresa"
Empresário: "Então e quantos filhos tem?"
Ali: "É o Mohamed... e... tenho uns poucos, não dá para grandes empreitadas, mas lá vamos andando. Pó ano que vem talvez expanda para o Sul, depende se a Raiza engravidar outra vez ou não"
Empresário: "Vamos rezar que sim"
Filho #2: "É hora das orações outra vez?"
Ali: (a empurrá-lo) "Vá, rezas de joelhos lá em cima, colado a um pilar principal. Tempo é dinheiro"

terça-feira, março 16, 2004

Ontem

Ontem, no comboio, no mesmo comboio que agora é o comboio do medo, escrevi uma coisa linda, em 20 minutos, sobre o túmulo de Alexandre O Grande, que ninguém vai ler, antes de eu morrer e que começava: "Respira opalas e exala pétalas...".

segunda-feira, março 15, 2004

Autopsicobiografia

Nome: Nuno
Idade: Não sei
Ocupação: Não sei
Ambições: Não tenho
Hobby favorito: Escrever prosas eternas
Desporto: Correr sozinho para sentir o sofrimento e ir ao futebol para sentir de dentro a multidão
Emotivo ou racional: Emotivo
Sonhos: O reencontro
Fantasias: Carros de rally sem navegador
Terno ou vingativo: Terno, até me cansar
O que me cansa: Estar frustrado
Maior medo: Esquecer-me
Maior alegria: Não ter de fingir
Apaixonado ou frio: Apaixonado
Maior defeito: Egoísmo
Maior qualidade: Egoísmo
Viagens: Pelas pessoas, não pelos sitios
Rotina ou Inesperado: o inesperado na rotina
Aventura ou Tranquilidade: Aventura, mas em porções escassas e preciosas
Maior risco: Dar
Maior segurança: Anonimato
Coisa preferida para fazer: Fazer rir alguém conhecido
Reservado ou Aberto: Reservado, depois aberto
Amizades: Poucas, muito dificeis, indiscutiveis
Dinheiro: Não
Poder: Para liderar não, muito menos influenciar, mas sim para libertar
Humanidade: Não
Irmandade: Sim
Solidão: A lua para o sol, a prata para o ouro
Iniciativa ou Destino: Destino
Arrependimento: Quando ás vezes se sente a dúvida
Limites: Se valer a pena, não
Inteligência: Sim, silenciosa
Amor: Não sei
Vingança ou Frieza : Frieza
Confronto ou Desprezo: Desprezo
Este mundo ou o próximo: Este mundo
Companhia ou Solidão: Não sei
Sentido para a vida: Sim, a beleza
Sentido para a morte: Sim, o fim, a raridade, o ser escasso, efémero
Chorar ou Ver: Ver
Observar ou ser parte de: Observar
Dar prazer ou Receber: Dar prazer
Sexo ou Metafisica: Metafisica do sexo
Aquela pessoa especial: Sim
Conveniência ou Recusa: Recusa
Mistério ou Descoberta: Descoberta
Luz ou Sombra: Sombra
Ser recordado: Simples, linear, branco para todos os que não me conhecem

domingo, março 14, 2004

Não havia necessidade

«Vou lá agora despir-me aqui em frente à senhora!!!»
«Eu sou enfermeira há 12 anos, não tem nada que eu não tenha já visto».
«Isso é o que você pensa! É ENORME!!! MUAHAHAHAHAHAHAH»

sábado, março 13, 2004

Morrer

Morrer é ter uma qualidade ardente.
Ser como os pássaros sem o corpo, só com o voo.
Ser como a água, sem os elementos, só ondas a rebentar.
Ser nas alturas do ar a profundidade desconhecida dos homens.


sexta-feira, março 12, 2004

«Sabes uma maneira boa de escapar disto dos atentados?»
«Diz»
«É um gajo pertencer á Al-Qaeda (risos)»
«Ah sim? (risos)»
«Pois. Se fosses um deles, eles avisavam-te onde eram os atentados. Olha, hoje não vás por ali que vamos rebentar umas cenas (voz árabe)»
«(risos) Não está mal pensado. Mas sabes que as hipóteses de morrer num atentado desses, anda à volta das mesmas de cair com um avião ou ser atingido por um raio»
«Ah sim? Então não há razão para termos medo»
«Medo? Tens medo dos raios e dos aviões?»
«Todos os dias não. Só quando "alguém" me lembra disso»
«Sorry»
«Bora. Vamos ali á sede da Al-Qaeda do Martim Moniz, antes que aquilo feche para o almoço»

quarta-feira, março 10, 2004

Janey

O momento antes do desembarque na Normandia

O momento antes do desembarque na Normandia aconteceu.
Houve um segundo

Apenas um segundo ( 1 )

Em que o soldado raso Frank Jones,
2.º Batalhão Infantaria,
olhou para Omaha Beach e
não pensou em nada.
Agora ele não se lembra disso,
Porque a velhinha do Titanic
Era a velhinha do Titanic e
Não era o soldado raso
Frank Jones,
2.º Infantaria.

Aposto que ele se lembrou
De quando apalpava a namorada
No banco de trás do carro
Mas agora Frank,
Agarras a medalha com o teu nome e número e
Não o peito duro e excitado da Janey Malone.

A guerra é desumana

Mas não tão desumana

Quanto a Janey a puxar o vestido para baixo.

Não é?


Ain't no such perk Joe

"Uns rapazes viram a viatura no Redondo no Fim de Semana passado"
"Deve ter sido engano. Era mesmo esta?"
"Amarela, grande, diz Carris de lado. Não há que enganar e depois vê-se pelos quilómetros..."
"É uma acusação muito grave chefe!"
"Sousa, levaste ou não levaste o autocarro com a familia, incluindo 23 primos ao Redondo?"
"Talvez..."

terça-feira, março 09, 2004

dois dedos

dois dedos.
dois dedos de qualquer coisa.

dois dedos de conversa.
dois dedos de remédio.
dois dedos de farinha.

dois dedos.
alguém me dê dois dedos.

dois dedos de qualquer coisa.

segunda-feira, março 08, 2004

Cenas da natureza

A savana africana é um sitio inóspito, em que só sobrevivem os mais fortes, os mais preparados.
Neste ambiente quente e insólito, vivem animais resultado de milhares de anos de evolução, desenhados para sobreviver, dotados dos mais extraordinários avanços biológicos, mas mesmo assim...

Uma chita chega do emprego, cansada, com a pasta debaixo do braço.

Chita macho: (com voz cansada) "Ai... ai..."
Chita fêmea: (hesitando) "er... olá! Chegaste mais cedo hoje"
Chita macho: "Estou de rastos pá. Todo o dia a correr de um lado para o outro e nada, nem uma gazela. Os raios dos bichos são muito irrequietos!"
Chita fêmea: "er... pois. Mas deixa, comemos os restos do jantar de o...ntem..."
Chita macho: "Ouve lá... passa-se alguma coisa?"
Chita fêmea: "er... algu...ma coi...sa? O que quer..es di..zer querido?"
Chita macho: (a farejar) "Esta palha está mexida... e cheira a... flores silvestres... e tu com a voz assim assustada... a tua mãe esteve cá?"
Chita fêmea: "A minha mãe? Ora essa... claro que não"
Chita macho: "hum... não me andas a mentir pois não?"

O Chita dá uma voltinha a casa, farejando os arbustos e vendo a mobilia. Depois senta-se e vira-se para a melher.

Chita macho: "Traz-me uma cerveja"
Chita fêmea: "Não sou tua criada"
Chita macho: "Deixa-me refazer a ordem. Traz-me uma cerveja senão mordo-te o pescoço e abandono-te no covil das hienas para elas te comerem viva"
Chita fêmea: "Não há cervejas, o Art... er... tu bebeste-as todas ontem à noite com os teus amiguinhos"
Chita macho: "O Artur esteve cá? E torce essa lingua quando falares dos meus amiguinhos"
Chita fêmea: "O Artur não dormiu cá, que ideia a tua"
Chita macho: "Dormiu? O Artur dormiu cá?"
Chita fêmema: "Já disse que não, tás parvo?"
Chita macho: (chegando-se perto dela) "Se eu descubro que... o Artur... bebeu as minhas cervejas e tu não compraste mais... nem sabes o que te faço!"
Chita fêmea: "Adormeces mais depressa é???"
Chita macho: "Ai!!! Vou ao bar da Savana, estou farto disto!"
Chita fêmea: "Ao menos o Artur ouve o que eu digo!!!"
Chita macho: "Então pede-lhe para comprar mais cerveja! Eu devia ter-me casado com aquela leoparda... mas não... tinha de me casar dentro da minha espécie... que porra..."

domingo, março 07, 2004

Getting there

5 Km em 26 minutos, YES!!!

sexta-feira, março 05, 2004

-

Interlúdio Secreto


-


Hoje lembraste-te de mim.
Hoje lembrei-me de outra pessoa.
Telefonaste-me e ficamos a falar
Nunca disse o teu nome
Nunca estou contigo
Mas nada disto interessa
A minha máquina de escrever é antiga
Escura, negra, e as teclas fazem um som sinistro
Que me inspira e me força a escrever num estilo
Morbidamente incaracteristico
Na realidade
Eu não quero ser um escritor morbidamente sinistro
Eu quero escrever sobre as rosas
As flores lá fora
Mas esta maldita máquina de escrever…
Não o consigo evitar
Algo em mim se emociona
No rumor alternado
Compassado
Destas teclas que passaram por outras mãos
Teclas sem piedade
Que se recusam a ser banais
Porque pensam que falar de flores é banal
Se as engano agora
É por ter um tom sinistro a falar de flores
Porque enquanto escrevo lentamente
Mesmo assim carrego com força
E o ferro negro bate assustador contra o papel
E quando tudo recomeça com novo parágrafo
A máquina esquece-se do que escreveu
Maldita máquina de escrever
Porque a tenho não sei
Ou sei, mas prefiro não dizer
Para não ter de dizer que não tenho mãos
Mas então como escreves à máquina de escrever?
É que…
Vês…
Eu também não tenho uma máquina de escrever



Eternal Boulevards of Dream and Foam

Tardes dormentes no enorme Resort.
Uma mulher vestida de vermelho ri como chamas no bar do grande hotel. Numa câmara lenta horrível e candenciada, o seu riso num fluxo impiedoso lembra suplicios de atenção. O copo na sua mão, um tentáculo grosseiro e ineficaz para apagar a sua insegurança de diva de cinema no auge.

«Right here inspector. Right here...»

Há por aqui quem se lembre daquela noite fatidica de Dezembro.
Porque acontecem sempre os homicidios em Dezembro...
Dois homens vestidos de negro entraram sem tirar o chapéu de feltro, mostrando as carteiras brilhantes de couro.

«It's a matter of national security»

Enquanto eles andavam na carpete de veludo, os seus sapatos brilhando à luz da lua, no quarto 321 ela gritava de prazer, fechando os olhos e roçando as unhas nas costas vermelhas do seu amante.
No love is ever holly, undemanding...
Saberia ela que não procuravam?

«Come with us. No time to lose. Put some clothes on»

Noite. Sem luz.
O grande Chevy é negro como o céu sem estrelas. O seu assento traseiro, um outro universo de pesadelo, sufocado o corpo quente tirado à pressa do ardor da cama, mexendo a pele contra o vinil ruidoso. Movimentos involuntários pela suspensão pesada e rasgos de luz que perturbam os olhos ao bater nos veios metálicos do volante.

Ruidosamente.
Passando os vermelhos no guinchar de rodas.
Um raio sem cor na autoestrada que se perde no horizonte.

Para uma base abandonada... no deserto... com guardas sem face...

quinta-feira, março 04, 2004

Get of my case. Get of my case. Get of my case.

After years of waiting. Nothing came.
As your life flashed before your eyes. You realise...

After years of waiting.... nothing came.
And you realise you've been looking in, looking in the wrong place.

A Manif

Praça do Comércio, Lisboa, 15:36pm.
Um ajuntamento de pessoas em frente dos prédios dos Ministérios indica a presença de individuos insatisfeitos com o governo, que, levantando-se do seu sofá decidiram vir reclamar em pessoa, de preferência com cartazes feitos enquanto estavam sentados no sofá com dizeres como: "Abaixo o que está em cima" ou "O poder aos que não o têm".

Jornalista: "Estão aqui a reclamar o quê exactamente?"
Sindicalista revoltado: (a gritar) "A roubalheira sistemática do governo capitalista social democrata que chupa os trabalhadores honestos da sua energia vital para dar de comer com tetinas de ouro a empresários estrangeiros que invandem o nosso país à procura de trabalho barato de mulheres mães solteiras que ficam no desemprego depois de lay offs fraudulentos e gestões ruinosas!"
Jornalista: "Não pode ser mais especifico?"
Sindicalista: (com vergonha) "É por causa do subsidio para o passe".
Jornalismo: "Subsidio para o passe. Hum... e vejo que conseguiram reunir bastantes pessoas da carreira de..."
Sindicalista: "Carreira de Inspector Principal da Inspecção Geral do Trabalho".
Jornalista: "hum... e são todos inspectores principais?"
Sindicalista: "Está a querer insinuar alguma coisa?"
Contestatário #1: "Senhor Garcia, a Ana diz que tem de ir à casa de banho!"

(pan para a multidão de contestários que parece constituir-se de putos do secundário)

Sindicalista: "Cala-te. Toma 5 euros vai comprar-lhe uma laranjada!"
Contestatário #1: "Laranjada? O que é isso? Ana sabes o que é uma laranjada?"
Jornalista: "Parecem um bocadito jovens... parecem miudos do secundário quanto muito..."
Sindicalista #1: "Estamos contra o trabalho infantil e queremos proteger o futuro deles também. E são só alguns dos filhos dos nossos Inspectores que vieram também"
Jornalista: "Então e as 10 camionetas que eu vi lá em baixo?"
Sindicalista #1: "Estou a ver que está a tentar minar o nosso protesto. É da RTP de certeza"
Jornalista: "Só procuro a verdade garanto-lhe. Olha menina, sabes porque estás aqui?"
Sindicalista #1: "Não lhe respondas"
Menina: (a chorar e a soluçar) "Eu... e..u esta..va na..s.... aula.s e ...e. ..tiraram-...me sem dizer... para onde iamos... estamos assus...tado...s... tenho fome."
Sindicalista #1: "Não é a chorar que vais conseguir reivindicar os teus direitos. Eu sei porque tentei isso em 1977"
Menina: "QUERO A MINHA MÃE!!!"
Sindicalista #1: "A tua mãe não te vai valer sempre. Acostuma-te"
Jornalista: "Não acha isto um bocado violento para estas crianças? E o aproveitamento. Nem sabem o que estão aqui a fazer!"
Sindicalista #2: "Calunias! Pergunte aqui a este!"

(O sindicalista traz um miudo pelo braço, com ar assustado. Tem bocados de chocolate ainda no canto da boca)

Jornalista: "Olá, como é que te chamas?"
Menino: "An...dré"
Jornalista: "Sabes o que estás aqui a fazer?"
Menino: "A ajudar o movimento sindicalista a livrar-nos da ameaça capitalista que invade este..."
Jornalista: "Chega, ele está claramente ensinado!"
Sindicalista #1: (agarrando o miudo e tapando-lhe os olhos e a boca à força) "Tape os olhos á verdade e a boca á verdade"
Menino: "AI!!! AII!!"
Jornalista: "Chega. Isto é uma manif de falta de vergonha, isso sim"
Sindicalista #2: "Porco imperialista. QUEREMOS O NOSSO PASSE!"
Sindicalista #1: "QUEREMOS O NOSSO...?"
Sindicalista #2: "Passe"
SIndicalista #1: QUEREMOS O NOSSO PASSE!"

quarta-feira, março 03, 2004

Beeing Pedro Abrunhosa

I

O Pedro foi mandado parar pela Brigada de Trânsito da GNR.
O seu Opel corsa azul de 1988, com vidros fumados, ia a uns arrepiantes 76km/h no meio de uma aldeia do Alentejo.

GNR: "Baixe os vidros!"
Pedro: "Já vai, tem de ser com estilo" (baixa os vidros devagar com a manivela)
GNR: "Boa tarde. Sabe que ia em excesso de velocidade numa rua de aldeia? Livrete e carta se faz favor"
Pedro: (batendo com o punho direito duas vezes no peito) "Sou um homem de excessos Sôr Guarda"
GNR: "Pedro Diamantino Olegário Grunho Abrunhosa é o senhor?"
Pedro: "Reneguei aos nomes do meio, por amor à arte Sôr Guarda"
GNR: "Tire os óculos. Não se parece com a fotografia"
Pedro: (batendo com o punho direito uma vez no peito e depois apontando para o céu) "As fotos não apanham a alma cá dentro..."
GNR: "Óculos, fora"
Pedro: "Leve-me dentro. Bruto do imperialismo, podem-me prender mas não me prendem a liberdade!"
GNR: "Ai..."
Pedro: "Sabes o que podes fazer? Podes-te ir fode*! Fode*!"
GNR: "Ai é? Arlindo!?"
Pedro: "Quem é o Arlindo?"

(sai um pastor alemão gigante do Nissan da GNR que se aproxima do Pedro, lhe tira os óculos com a boca, os come e depois puxa o Pedro para fora do carro pela janela, agarrando-o pela camisa preta de gola alta e lhe mija para a careca)

GNR: "Este é o Arlindo. Pode seguir"
Pedro: "Onde é que ele estava quando eu andava atrás do Cavaco pá..."


II

O Pedro teve de apanhar um autocarro dos STCP para ir à baixa, visto que o seu Opel está na mudança de óleo dos 345.000 km.

Pedro: "Desculpa beldade felina, podias-me dizer qual autocarro passa pela baixa?"
Mulher anónima #1: "Ai é o Pedro Abrunhosa"
Mulher anónima #2: "Não é nada mulher. Pode lá ser"
Pedro: "Qual o..."
Mulher anónima #2: "Se bem que ultimamente não se ouve falar dele, deve andar nas ruas da amargura"
Mulher anónima #1: "É como o Vanilha"
Mulher anónima #2: "Quem???"
Mulher anónima #1: "O Vanilha melher. O Ai se. Ai se, Ai se Babe"
Mulher anónima #2: "Ou o Hamere. Mece Hamere. Gostava tanto dele"
Mulher anónima #1: "Can touche disse"
Pedro: "Olhem, o tempo não é nada, nas alturas quando o sol desce alucinado mas... qual é o autocarro que passa na baixa?"
Mulher anónima #2: "Ai é mesmo ele. Parece tão magrinho..."
Homem anónimo: "As senhoras não têm vergonha? A gozar com um pobre ceguinho!!!"

(um homem de meia idade pega no braço do Pedro com força e empurra-o para o autocarro que passa na baixa)

Condutor: "Alguém dê lugar ao ceguinho se faz favor"
Pedro: "Eu não sou... eu sou o..."
Condutor: "Sente-se já ali. Para que paragem vai?"
Pedro: (desconsolado) "É pra baixa..."


III

O Pedro engana-se a sair da IC19 e vai parar ao bairro da Coruja Drógada, o pior bairro de lata de Lisboa-Leste, habitado só por negros que odeiam visceralmente os brancos e inclusivé fazem grupos para raptar brancos e desmembrá-los e depois comer a sua carne em churrascos anti-brancos.

Pedro: (a falar sozinho dentro do Opel) "Hum... isto não parece as Amoreiras..."

(passa ao lado de uma casa em chamas com pessoas a correr aos gritos)

Pedro: (baixando o vidro) "Oh desculpe! Para as Amoreir...?"
Homem em chamas: "AHHHHAHHHHH Amoreiras? Vai por aquela rotunda e vira na segunda à esquerda. AHHHHHAHAHAHH"

(sai um gajo com uma caçadeira e mata o gajo em chamas com um tiro na cabeça)

Pedro: (a cantar enquanto conduz) "Tudo o que eu te... dou... la la la la la..."

(na rotunda um grupo de negros põe-se em frente do Opel)

Negro #1: "É um branco! Matem-no!"
Negro #2: "É um branco de óculos escuros. Deve ser chibo! Matem-no com gasolina!!"
Negro #3: "É um branco de óculos escuros careca. É UM SKIN!!! ESTRIPEM-NO VIVO E OS CÃES COMEM-NO!!!"
Negro #4: "É o Pedro Abrunhosa. Deixem-no que ele já é desgraçado o suficiente..."
Pedro: (a bater com o punho direito duas vezes no peito) "O pássaro a voar e as pessoas a amar. Yeah"
Negro #1: "VAI-TE EMBORA!!!"


IV

O Pedro vai à Multi Opticas para um check up.

Técnico: "Tire os óculos e olhe em frente"
Pedro: "Não posso"
Técnico: "Er... mas assim não posso ver os seus olhos"
Pedro: (batendo com o punho direito no peito duas vezes) "Não pode ser"
Técnico: "Então não posso fazer o exame"
Pedro: "Exame. O exame é um ditame. O Estado é um safado. O problema é o sistema. O trabalho é um..."
Técnico: "er... esqueça. Olhe saiu o exame e está tudo bem. Pode-se ir embora"
Pedro: "Então e as visões? Os delirios?"
Técnico: "Neurológico"
Pedro: (batendo com o punho direito no peito duas vezes) "Graças a Deus".

terça-feira, março 02, 2004

Elvgreen

É uma das muitas ilustrações de um senhor chamado Gilette Elvgreen, um ilustrador gráfico dos anos 50/60 que popularizou, em conjunto com outros, o termo Pin Up.
Num tempo em que o termo sexo chama imagens visualmente ofensivas, porque demasiado explicitas, é giro olhar para trás e recordar como um simples mostrar de pernas pode ser tão sedutor.

Para quem quiser ver mais é só clicar aqui e ver as galerias. Ou dar um saltinho à Amazon ou à Taschen e procurar por Elvgreen. Há também livros de ilustrações disponiveis na Fnac.

segunda-feira, março 01, 2004

Pontapé sem bola

Não sei se tiveram o prazer raro de ver ontem o presidente da Câmara do Marco de Canaveses, Avelino "isto é tudo meu" Ferreira Torres a armar barraca no jogo de futebol Marco-Santa Clara por causa de um penalti não assinalado a favor do Marco.
Para quem não viu (é pena isto ainda não dar para por mpegs) foi mais ou menos assim: primeiro encostou-se ao banco do Marco, o que já estranho um presidente de câmara ali, depois insulta o árbitro e até o treinador do Marco estava envergonhado com a linguagem utilizada, depois foi posto na rua pela GNR e ainda deu 2 pontapés no marcador electrónico ao pé do 4º árbitro, que - segundo este disse depois da agressão gratuita - "não tinha nada a ver com aquilo tudo, é só um painel com números".
Não vou criticar o homem, porque foi no calor da emoção. Afinal o estádio do Marco até se chama Estádio Avelino Ferreira Torres (não estou a brincar) e o senhor é dono de metade de Marco de Canaveses, pode por isso fazer o que bem entende, até entrar de pés juntos por trás ao árbitro.
Era interessante era ver tal dedicação de um edil junto de clubes de maior nomeada.
Para quando um Santana Lopes a entrar em campo ameaçando com um discurso para presidente ou um Rui Rio a interromper o jogo num ataque perigoso do FCP?
E se o exemplo vem de cima, para quando um Jorge Sampaio a saltar do camarote e a cuspir para cima das pessoas?

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