segunda-feira, dezembro 29, 2003

Double whammy

Pela manhã, sente-se o cheiro à noite lá fora.

O Wild Pine Trees Resort nunca chega a acordar, porque vive só quando não há sol. Vive dos corpos que o inundam, num mar alcoólico de promessas e enganos, de aprendizes de actrizes vindas do Midwest, violadas meio adormecidas num quarto barato com a porta semi-aberta.

«We're not open yet sir. You'll have to wait».

«Can I have a drink in the bar... and wait?»

«Of course sir. Bell boy?»

O homem na recepção, com uma cicatriz no lado direito da cara e dois olhos imensos de azul, murmura ao rapaz algo sobre o quarto 78. Algo imperceptível...

Maryanne acaba de acordar com uma ressaca monumental.
Um enjoo no estômago e um vazio doloroso no cérebro. Como se de repente, o universo tivesse escolhido a sua boneca Voodo para ser picada impiedosamente.

Levanta-se lentamente.
O seu cabelo de fogo dança com o vento quente que vem da janela aberta.

Dirige-se ao duche, enquanto deixa cair ao chão o seu negligeé de seda prata. O seu corpo, meneando como o cabelo e exalando sensualidade.

Um carro chega à porta. Negro, com uma sirene calada.

«Again? He's long gone by now...»

«Looks like the main suspect is a she»

«A broad? C'mon... they ain't got 'nough smarts for such a clean hit»

sexta-feira, dezembro 26, 2003

Os penteados dos putos que usam roupa da Ralph Lauren

Ora neste titulo cabe a seguinte putalhada: juventudes partidárias (sobretudo os do PP); filhos primogénitos de pais com carrinhas Mercedes-Benz Série E; rapazes que se rebelaram contra o movimento Punk e foram para o movimento Beto Hardcore; wanna be forcados amadores.

Já repararam como o cabelo deles é esquisito?
É comprido, mas não cresce para baixo, como seria de esperar, com a gravidade e tal... Não, cresce, mas cresce para dentro, ás voltas, para cima e para os lados!

Eu acho que eles têm uma armação de arame por dentro para aquilo crescer assim, só pode. Mas deve ser um segredo daqueles bem guardados.

A imagem fica ondulada, para uma cena de flashback...

«Filho, vou-te dar uma coisa muito importante, passada de geração em geração na nossa familia»
(som de trovoada e de corvos a esvoaçar, vindo não se sabe bem de onde)
«Pai! Mas... Mas... é a tua armação para o cabelo crescer er.. de maneira esquisita!»
«Usa-a para o bem meu filho, usa-a apenas para o serviço do bem»
(em lágrimas) «Sim Pai»

terça-feira, dezembro 23, 2003

(clearly non Gomez) Machismo

Vamos lá a ver...

O Pai Natal é homem.
O Pilatos é homem de barba rija.
Jesus Cristo é homem (apesar das sandálias e do vestido...)
Os Reis Magos são reis, logo homens.
Os discipulos são todos homens.

As mulheres a chorar no monte do Calvário, são mulheres.
As mulheres ao longo do caminho do Martirio a berrar são mulheres.
A Madalena, groupy do Jesus, é mulher.

Quando foi preciso engravidar, veio a Maria, que é mulher.

Quando foi preciso separar o Mar Vermelho, veio o Moisés, que é homem.

Pronto, quando foi o fim da Ultima Ceia, ficou o Judas a limpar, mas isso é uma excepção que confirma a regra.

I rest my case.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Descobri o segredo de menos mulheres terem acidentes, apesar de as mulheres conduzirem pior: os homens, para se desviarem das mulheres em contra mão vão bater em outros homens!

sábado, dezembro 20, 2003

O embróglio Saddam/Pai Natal

Pois é...
Parece que apanharam o Pai... er... O Saddam Hussein.
Parece também é que ninguém se parece lembrar dos potenciais efeitos nefastos de associar a figura bonacheirona e - porque não dizê-lo com toda a frontalidade - patusca do Pai Natal ao tirano que governou o Iraque nas suas piores décadas de terror.

Imaginemos o diálogo entre um papá e o seu rebento, a verem o telejornal da TVI:

Papá: «Porra, apanharam-no... Cabrões dos Americanos»
Rebento: «Papá? O que é um Americano?»
Papá: «Tomé, vai para o teu quarto acabar de dobrar as camisas da Lacoste do pai»
Rebento: «Mas papá? Apanharam o Pai Natal...?»
Papá: (rindo-se) «Não sejas anormal Tomé, agora o Pai Natal... Vês Helena, o que dá o TEU filho andar naquele colégio, se andasse onde eu o queria pôr...»
Mamã: «Chupa-mos»
Rebento: «Mas e o Pai Natal?»
Papá: «Olha a Manuela Moura Guedes Tomé. Que boca tãooooo grande!»
Mamã: «Não te safas assim...»
Papá: «O Pai Natal... er... não é o Pai Natal Tomé»
Rebento: «Não vou ter prendas este ano papá?»
Papá: (pensativo) «Hum... não era má ideia...»
Mamã: «Livra-te. Para ires a gastar para a boite com a outra não?»
Papá: «Não há outra nenhuma cobra venenosa»
Mamã: «E o baton na camisa?»
Papá: «Já te disse que uma colega escorregou e eu segurei-a! Porra!»
Mamã: «Escorregou com a boca em dois sitios diferentes???»
Rebento: «Papá?»
Papá: «Vês, perturbaste o pequeno. Diz Tomé»
Rebento: «Porque prenderam o Pai Natal?»
Papá: «O Saddam. Ele cometeu crimes contra a humanidade. Matou muitas pessoas»
Rebento: «O Pai Natal matou muitas pessoas?»
Papá: «O Saddam. Vês Helena, como o TEU filho é?»
Mamã: «Eu lembro-me de mais alguem no quarto, que depois rebolou para o lado e adormeceu».
Rebento: «Porque matou ele essas pessoas todas papá?»
Papá: «Eram os adversários politicos filho. Olha a Manuela, está a abrir a boca! Olha!»
Rebento: «Eram do Pólo Sul?»
Papá: (riindo) «Como é engraçado o MEU pequeno. Pólo Sul!»
Mamã: «Tomé, as minhas saias estão passadas a ferro?»
Rebento: «Sim mãe. Mas o que vão fazer com o Pai Natal agora?»
Papá: «Vai ser interrogado pela CIA e condenado à morte por um tribunal imparcial»
Rebento: «Ah...»
Mamã: «Esta saia está toda mal passada Tomé. Hoje não há sobremesa»
Rebento: «Sim mãe»
Papá: «Olha, aquele velho está a viver num cano de esgoto há dois anos, sem electricidade e seis filhos e dois netos. Só em Portugal»
Mamã: (rindo) «Pelo menos não tem problemas com a casa de banho!»
Rebento: «Quem toma conta das renas com o Pai Natal preso?»
Mamã: «Não sejas anormal Tomé, toma a saia e quero isto bem passado»
Papá: «O Saddam tinha renas, mas eram de outra laia. Renas bem pagas...»
Mamã: «Como a que te anda a lambuzar as camisas»
Papá: «Ai... a conversa mal parada...»
Rebento: «O papá tem uma amante?»
Mamã: «Se for só uma...»
Papá: «Cala-te com isso. Olha o Pai Natal. Estão a ver-lhe os dentes»
Rebento: «Sempre é o Pai Natal agora é?»
Papá: «Não deviam fazer isto ao Pai Natal. É desumano. O velho não tem idade para isto!»
Mamã: «Pois, pois...»
Rebento: «O papá está a desconversar para não falarmos mais da amante dele mamã?»
Mamã: «Sim Tomé, mas agora vai lá passar a merda da saia que eu tenho uma reunião amanhã e tenho de levar esta mais curta. Porra do miudo»
Rebento: «Sim mãe».
Papá: «Importam-se de não falar como se eu não estivesse aqui?»
Rebento: «Mas agora, sem Pai Natal como vai ser o Natal?»
Papá: «Vais ter de ir sozinho á Toys R US Tomé. Toma 40 euros e desenrasca-te»
Rebento: «40! Só?»
Mamã: «Ouve lá, essa nota tem baton!»
Papá: «Tem nada. Toma mais 40 e cala-te»
Mamã: «Deixa-me ver essa nota Tomé!»
Rebento: «Tira as ganfias, o dinheiro é meu! É meu!»
Papá: «O meu filho tem cá uma genica. Um dias destes vens passear com o pai»
Mamã: «Vês aquele monte de meias e cuecas saidas da máquina de lavar Tomé?»
Rebento: «er... Sim»
Mamã: «Tens 2 horas para passar aquilo tudo ou dormes na rua»
Papá: «Feliz Natal Tomé. Olha a Manuela, olha! Que boca meu deus...»
Mamã: (com um beijo na testa) «Feliz Natal filho»

O Pai Natal existe

Ontem eu não estava particularmente bem disposto.
Mas no Metro eu vi pela segunda vez um senhor, no lado de lá da linha que eu apanho, que se parece mesmo com o Pai Natal à civil. E eu não consegui esconder o sorriso. Aquela barba branca grande, o cabelo com a careca, a barriga grande... até o saco das comprar, com um presente lá dentro, seguro na mão esquerda. Só lhe faltava o sorriso a ele também. Mas se calhar ele tem direito a não sorrir, quando está à civil. Seja como for, foi bom ver o Pai Natal. Aquece o coração, quando nos sentimos mais em baixo, saber que dentro, cá dentro, há sempre o sorriso à espera de uma oportunidade e passar um dia sem sorrir é um dia que se perde para sempre.

Obrigado Pai Natal á civil.

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Miau...

"Os cães vêm quando os chamam.
Os gatos recebem a mensagem e ficam de falar connosco mais tarde"

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Esclarecimento

"Alguém" sugeriu que eu não contei a história toda dos Três Reis Magos...
Pois bem. Venho-me insurgir com isto!
Sim, é verdade que eu tenho um carro com um autocolante (que eu não consigo arrancar) e que diz: «Apite 3 vezes se fôr o menino Jesus!». Mas isso não quer dizer nada!

Mal dizentes!

Os Três Reis Magos - Todaaaa a Verdade

Apesar das ameaças de morte por parte de facções extremistas da ala sul sudoeste das Irmãs Carmelitas das Anunciação do Corpo de Cristo Redentor, vou continuar com os meus posts no tema "Desmascarando o Natal".

Os Três Reis magos, é um tema rico.

Vamos lá a ver... os Três... Reis Magos... deixa cá ver...

Hum...

Eram er... dois? Não?! Er... bem, assim de repente..

OK! OK! OK! IN YOUR FACE IRMÃ FRANCILIANA! NÂO TENHO MEDO DO SEU TERÇO ASSASSINO!

1. Os Reis não eram Reis, eram Rainhas. Eu explico. A roupinha berrante, vermelha e verde, lantejoulas e dourados... sim, eles estavam no meio de um desfile gay pride e perderam-se por causa da "estrela".
2. Aquela cena da estrela também é uma grande fantuchada. Os Reis iam todos lampeiros atrás da estrela, assim sem mais nem menos? A verdade é que sim, eles se distrairam no principio por causa da estrela, mas depois eles viram-se perdidos e como eram gajs não queriam pedir informações a ninguém e pronto... iam com a estrela.
3. Iam as melheres com os presentes e deram com a Maria aos berros. «Ai, que gritaria», disse uma. «Esta gente do povo», disse outra. «Ai, dê-lhe qualquer coisa para ela se calar!», disse a terceira, «Se é do povo, dê-lhe qualquer coisa que eles calam-se!». E lá deram o que tinham, o incenso, a mirra e o ouro (custou muito a uma dar o ouro, não queria, não queria, mas lá deu)
4. A Maria lá foi cheia de ouro em cima do burro com o puto. E foram assaltados por esticão em Rabacalá, um episódio que não aparece na Biblia. O José ainda foi atrás dos gajos, mas o burro não acompanhava o Mercedes. A Maria ficou inconsolável, mas o José disse que ela ainda tinha o puto, mas ai ela ainda chorou mais.
5. O puto ficou deslumbrado com os Reis e depois cresceu com a mania das grandezas.

Mas isso é outra história...

quarta-feira, dezembro 17, 2003

O Nascimento de Jesus - a Verdadeira História

Em mais um serviço público, aqui vou desmascarar os erros no relato do nascimento de Jesus.
Segundo a Biblia, Jesus nasceu num estábulo, depois de Maria ter andado de burro, fugida, nos arredores de Belém, recusada que foi num albergue.

1. Eles os dois fugiram porque o José engravidou a Maria e o pai da Maria tinha muito mau feitio... uma caçadeira e dizia que se apanhasse o José lhe fritava os tintins em óleo de Damasco.
2. Depois de "fugirem", a Maria queria apanhar um táxi, mas José, que era um grande agarrado, disse para irem de autocarro. Com a mulher grávida, sempre arranjava lugar sentado e tudo, disse ele.
3. Depois de apanharem o 127 (Belém-Bairro dos Profetas, com paragem no Pingo Doce), o José começou a espingardar com um puto que não dava o lugar à Maria. «Deixa Zé, eu vou de pé, é só uma estação pá!», disse a Maria. Mas o José começou aos berros e o condutor pôs os dois na rua.
4. Perdidos onde Judas ainda havia de perder as botas, o José orientou um burro numa quinta, com o dono a dormir e lá se pôs em cima dele. Mas a Maria chamou-lhe a atenção para ela ser a grávida e ele lá se apeou, a fungar.
5. Pararam numa bombas da Galp e foram ao motel a pedir um quarto. Mas não alugavam quartos a quem vinha de burro. O José já ia para se mandar por cima no balcão, mas a Maria apanhou-o e convenceu-o a irem a pé um bocado mais longe.
6. As águas romperam no km 45.3 da A3 (Belém-Islamabad da Caparica). Vendo-se à rasca, foram ao escuro para o meio de outra quinta (é um povo muito dado à agricultura) e lá nasceu o rapaz. A Maria queria uma rapariga e ainda pensaram em deixar lá o puto, que havia de crescer agricultor e era uma profissão de futuro, que aquilo eram só quintas ali. Mas lá ficaram com ele.

E ficamos por aqui. Os reis magos fica para a próxima!

terça-feira, dezembro 16, 2003

A verdadeira história da captura de Saddam

Querem-nos fazer crer que o Saddam estava dentro de um poço, cheio de piolhos, com 750 mil dólares numa mala...
Ok, um erro de cada vez.
1. O buraco era onde o dono da quinta se escondia da mulher. Prova-se isto pelo sistema de ventilação: para lhe sentir o cheiro e poder sair.
2. O Saddam ia de facto a fugir dos soldados americanos, mas há mais de dois meses. Passando por ali, caiu no buraco aberto (a mulher do dono da quinta foi a Bagdad fazer uma permanente e como não tem carro demora a ir a pé...)
3. O Saddam tinha na realidade uma carroça com os 2 bilioes de dolares, mas foi perdendo o money à medida que fugia e tinha de subornar soldados nos check-points. Como se explicava que o soldado John Sanchez tenha agora uma vivenda em Miami e um jacto particular senão pelo feliz acaso de estar de guarda ás 03:41 da manhã de Outubro de 2003?
4. Ao cair no poço, Saddam ficou inconsciente. «Inconsciente durante 2 meses???» dizem vocês incrédulos. Sim, 2 meses. É um facto pouco conhecido que os ditadores podem hibernar por longos períodos. O Pinochet ficou 4 meses em coma, só para não receber o presidente do Uruguai que era - e é uma citação dele - «Chato como a potassa!».
5. Ao abrir o poço, fechado por um burro qualquer que escavava a terra à procura de minhocas (não perguntem...), os soldados acordaram o Saddam. Ele ainda tentou suborná-los, mas 750 mil a dividir por 600 dava 250 contos a cada soldado e isso não dava nem para uma italiana no café do Mohamed pá. Logo, prisa com ele!

Não liguem ao que vêem na CNN. Venham é aqui ao tio.

segunda-feira, dezembro 15, 2003

De onde vêm os Pinheiros de Natal? Outra história de Natal

Feliz Natal para todos. Eu gosto mesmo do Natal e dá-me para escrever histórias que ouvi ao longo dos anos, nas aldeias por onde passei no meu Inter Rail (eu perdi o passe no primeiro dia e tive de ir a pé ok...?).

Esta história contou-me um senhor de 87 anos em Feldespato de Cima, Beiras. Chama-se: "De onde vêm os Pinheiros de Natal?"

«Há muitos anos, antes de os homens serem homens (não eram gays, só ainda não eram homens homens), havia um aldeia muito feliz, onde viviam todos os Pinheiros, antes ainda de haver Natal.
Os Pinheiros eram muito felizes uns com os outros, brincavam com os picos uns dos outros, atiravam pinhas, roçavam-se todos pegagentos... bem, era uma comunidade daquelas à antiga, todos ao molho e fé em deus, antes da Sida e desses bichos.
Sei dizer que um belo dia, nasceu um puto qualquer lá para os lados de ondem apanharam o Saddam (que, diz um colega meu: parece o Pai Natal dos pobrezinhos! - é muito tio o meu colega -). Um dia chega um tipo à aldeia e não era um Pinheiro. Os Pinheiros ficaram muito desconfiados com o gajo. «Olha-me este, não é Pinheiro» e coiso e tal, mas lá lhe deram de comer e o gajo foi dormir à casa de um casal de Pinheiros. De manhã grande algazarra! O homem tinha levado o Pinheiro mai novo do casal com ele! Tinha raptado o puto durante o sono e levou-o despido e tudo, sem luzes nem nada.
Rumores correram. O puto estava em Ibiza, depois estava em Amsterdão. Alguém viu o puto numa paragem do autocarro em Palma de Maiorca, depois numa loja dos 300 em Badajoz, outro viu na net uma árvore que se parecia com ele de lado «tinha o mesmo tipo de verde». Mas nada. A mãe dele ainda vai de vez em quando ao TV Rural a chorar, parece mais magra, mas não resolveu o assunto.
Sei dizer que agora todos os anos desaparecem uns putos assim do nada. De noite vem uma carrinha, daquelas que apita em marcha-atrás, leva uns poucos empilhados e lá vão eles. É um genocidio lento, e a aldeia ameaça morrer lentamente. E os Pinheiros como não conseguem correr, sentem-se frustrados não é? Pois.
Se as crianças soubessem que os Pinheiros de Natal vêm desta aldeia, o Pinheiral, pensariam duas vezes. As luzes e as decorações brilhantes, não conseguem esconder a tristeza de uma árvore triste que só quer voltar para casa, para os seus.»

Feliz Natal!!!!

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Sexo no emprego

Li uma noticia qualquer que dizia que o sexo no emprego melhora as relação interpessoais. Ora um grande duhhhh para vocês todos que pensaram nisto.
Realmente é bom de ver que nada como afogar o Donald na colega da secretária ao lado para ficar mais amiguinho dela.
«Ai Gisela, gostava de ti antes, mas agora muito mais pá», dizemos nós depois de arrinfa na Gisela.
O sexo melhora sempre a amizade, sobretudo quando não há amizade nenhuma, ou há só um bocadinho... Pelo menos por 30 minutos, ficamos amiguinhos do peito. É miraculoso!

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Como disse? Como disse?

Ser inteligente e/ou sensível não é grande mistério: é apenas uma questão de dizer a coisa certa no momento certo.

terça-feira, dezembro 09, 2003

A beleza das viagens

Estar noutro país é basicamente como estar no nosso, mais a catrefada de quilómetros que temos de fazer para chegar lá.

Finalmente um post sério

Acho que ao fim de uns meses, a mascarada pode acabar. É que na realidade, eu sou uma pessoa muito sombria, com perspectivas oblíquas sobre as coisas ditas essenciais. As piadinhas e tal... sindrome do menino que quer chamar a atenção, para ficar quieto depois de a ter. As coisas foram sempre assim, mais ou menos. Eu quero chamar a atenção, só para ficar quietinho, no colo dela, a descansar. Sim, porque é cansativo chamar a atenção, nem todos conseguem, nem todos conseguem...
Estou neste momento cansado sem saber bem porquê. Nunca fui pessoa de estar deprimido, mas agora talvez esteja deprimido e o mais triste é que tenho essa consciência dolorosa. E mais triste ainda é que nada pode evitar essa consciência dolorosa. Sempre pensei que estas coisas fizessem parte da vida, daquela vida de que todos falam, mas afinal, era suposto haver mais, sempre mais e já nada me conforta. Não, não quero dramatizar demasiado o que sinto, ou deixo de sentir, porque afinal isto um vazio. Mas é um drama verdadeiro, mesmo que só dentro de mim, mesmo que só para mim próprio, e tudo o que interessa verdadeiramente é essa dimensão de drama imenso interior. Ás vezes, levianamente, pensamos saber tudo sobre toda a gente. Vemos alguém em dificuldades e chamamos-lhe fraco. Eu sempre pensei que fosse forte, mas mesmo assim, estou fraco agora, vulnerável, sem saber o que sentir ou fazer. Sei, no entanto, que tudo vai passar, como uma monção prenhe de chuva, negra de chuva, grávida de chuva... Tudo passa na minha vida e é isso que me salva sempre. O resto... bem, o resto, do que permanece, dos restos da monção que ficam espalhados em mim, é o que alimenta as minhas noites de sonho...

sexta-feira, dezembro 05, 2003

A pequena sereia - um poema depressivo

Lembro-me quando te vi,
cauda de peixe a brilhar,
estava sozinho no Tivoli
e comecei a chorar.

Tinha acabado com a namorada
e tu apareceste a nadar
tinhas os olhos grandes de malvada.
Ai... só me apetecia pescar.

Durante o filme na matiné
só te conseguia ver a ti, sexy, a nadar
e depois comprei o DVD (rima forçada)
para te continuar a contemplar.

Parava a imagem, beijava o ecrã,
sonhava com o dia
- e com esse pensamento sorria -
em que fosse do meu filho a mamã.

Mas dizia quando o filme acabou de dar
que eras desenho animado
e não havia esperança, estavava fadado
em nunca te poder encontrar.

Pequena sereia, mesmo assim
se me estás debaixo do mar a ouvir
onde os desenhos animados vão para dormir:
«Volta! Volta para mim!»

quarta-feira, dezembro 03, 2003

Enquanto o sol se eclipsa num pôr de sol alienigena à chuva ácida de mercúrio

«É a tua mulher Silva? É muito bonita!».

«Veio com a moldura».

O Milagre de Natal

O pequeno Artur tem 10 anos e uma doença que lhe tirou toda a visão do seu olho esquerdo e 75% da visão do olho direito. As causas da sua doença, faziam com que ela fosse piorando ao longo do tempo e, para sua maior infelicidade, por não ter visto uma carrinha vir na rua, Artur tinha sido projectado contra o passeio por esta, passando agora a coxear enquanto andava. Na escola tudo lhe corria mal. A namorada deixou-o, chamando-lhe cegueta coxo em frente de toda a turma na aula de artes visuais. Os colegas gozavam com ele e trocavam-lhe a comida, alguns iam mesmo ao ponto de o fazer entrar no autocarro errado, e Artur ia parar ao outro lado da cidade, chegando a casa só a altas horas da noite.
O Natal deste ano é igual a tantos outros da vida do pequeno Artur. A sua familia é pobre e não pode comprar-lhe prendas. A mãe de Artur passa roupa e cose sapatos e ele tem de ajudar, mesmo na véspera em que se comemora o nascimento do rei-menino. Nessa noite, enquanto os outros meninos abrem as prendas, ele está com os dedos em sangue das costuras e das agulhas de bico grosso.
Artur quer que este Natal, porém seja diferente.... na sua cama de madeira velha, com cheiro a humidade e remédio para ratos, ele escreve com dificuldade uma carta, para o Pólo Norte. «Querido Pai Natal, sou muito pobre e doente. Tudo o que queria era ficar saudável, ser como os outros meninos...».
No HQ do Natal, o Pai Natal lê a carta e tem uma lágrima no olho. Vira-se para um dos gnomos e pede-lhe que lhe tragam o menino, custe o que custar. Os gnomos sorriem uns para os outros, por saberem o que ia acontecer: um milagre de Natal.
Artur é trazido a dormir, desde a sua cama pobre onde tinha adormecido a escrever a carta, que nunca chegou a enviar... O Pai Natal sabia o seu conteúdo, mesmo sem a ler. Suavemente ele faz-lhe uma festa na testa, para o acordar. «Acorda Artur...». Artur vê-se no meio de uma grande sala da fábrica de brinquedos. O Pai Natal levanta-o e todos sorriem.
«Vai haver um milagre este Natal!», gritou o Pai Natal e todos aplaudiram.
Artur estava radiante, em lágrimas, alegre e esperançoso como nunca.
De repente o Pai Natal agitou diante dos olhos de Artur um brinquedo. «Não o consegues ver, zarolho?». Todos se riem. Artur fica espantado. Depois monta uma corrida com os gnomos anunciando: «Se chegares primeiro, ficas saudável!». Todos riem novamente! É a algazarra total, gnomos rebolam-se no chão a rir-se, outros riem tão alto que se ouve mesmo cá fora, na tempestade de neve.
Tinha acontecido o milagre de Natal...
Mais uma vez o Pai Natal arranjou um menino deficiente para gozar com ele e assim distrair os gnomos no dia mais ocupado do ano. Era um tempo de felicidade, era a época de Natal. :-)

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